Jogos eletrônicos: Benefícios e Malefícios

Jogos eletrônicos: Benefícios e Malefícios

Jogos eletrônicos: Benefícios e Malefícios

Devido a mudança gradual do cotidiano e o aumento da exigência de velocidade pelas inovações tecnológicas e do mercado de trabalho vemos gerações cada vez mais ligadas a tecnologia e internet que se distanciam gradualmente dos meios de ensino tradicionais.

Começamos a ver uma certa dificuldade das instituições para aplicar métodos tradicionais de ensino para crianças que estão cada vez mais em contato com videogames e o dinamismo da tecnologia atual.

Por isso, podemos ver o surgimento de novas formas de ensino que tentam se aproveitar dessa tecnologia e da relação atual com esses indivíduos para prender sua atenção de forma diferenciada e direcionada aos estudos.

Os jogos, sejam tradicionais ou eletrônicos, podem comprovadamente auxiliar no aprendizado. Mas embora os jogos educativos sejam amplamente utilizados como treinamento profissional, simulação no caso de treinamentos militares ou como incentivo para um aprendizado divertido para crianças, encontramos um mercado de jogos eletrônicos recreativos muito mais expressivos em relação ao anterior.

Boa parte dos jogadores encaram os jogos eletrônicos como uma forma de se socializar ou descansar de uma rotina cansativa no seu dia-a-dia. Essa visão dos jogos como um canal de diversão tornou o mercado de jogos eletrônicos um dos que mais crescem mundialmente.

Presenciamos uma mudança atual do mercado de jogos eletrônicos da geração dos jogos complexos e com gráficos desenvolvidos representados pela geração anterior de consoles como Playstation 2, Xbox e Gamecube para uma geração de jogos simples que visam a jogabilidade e diversão representada pelo estouro de vendas do console da Nintendo, Wii seguido pelo Xbox360 da Microsoft e por último o Playstation 3 da Sony.

Trazendo um novo conceito de gráficos e jogabilidade simples, porém divertida, o Wii teve uma grande aceitação de mercado. Isso representa que a geração atual está cada vez mais em busca de diversão como uma forma de escape para as tensões do cotidiano metropolitano.

Atualmente esse mercado tenta se ampliar desmistificando a visão que temos dos jogadores como figuras apáticas e sedentárias, oferecendo maneiras divertidas de se movimentar para aqueles que também querem se divertir e gastar energia.

Fliperamas: Primeiros jogos para se exercitar
Fliperamas: Primeiros jogos para se exercitar

Apesar da existência de jogos que incentivam o usuário a gastar energia como podemos observar já há algum tempo nos fliperamas de “parques eletrônicos” muito comuns no Brasil um tempo atrás em shopping centers como jogos de dança e esporte, o console em questão foi um dos que consolidaram esse tipo de utilização dos jogos eletrônicos e conseguiu trazer esse “novo uso” para dentro de casa.

A aceitação de mercado foi tão grande que tivemos uma corrida tecnológica dos fabricantes concorrentes como Sony (Playstation 3 Move) e Microsoft (Kinect Xbox 360) para desenvolver um acessório parecido que possibilite seus jogadores a embarcar nessa onda também e não perder mercado para a Nintendo.

Nova geração de consoles
Nova geração de consoles

Saúde

Em matéria feita para o portal de notícias G1, podemos ver que a utilização dos games como forma de melhorar a saúde já começa a se inserir no mercado de academias.

Uma academia carioca já oferece aulas utilizando jogos eletrônicos que fazem tamanho sucesso que possuem uma fila de espera considerável para se conseguir uma vaga. Apesar dos variados estilos, segundo os idealizadores do projeto, os jogos que fazem mais sucesso são os de tênis e boxe.

A academia também diversifica os títulos disponíveis durante os jogos olímpicos como natação, corrida e atletismo, tudo para os alunos queimarem calorias através do sistema de sensores de movimento oferecido pelo console sem cair na mesmice.

“O professor de educação física Márcio Galiazzi explica que a idéia de fazer uma aula unindo um jogo ao exercício físico veio enquanto ele navegava na internet.

– “Sempre gostei de jogos eletrônicos até que um dia pensei como seria legal apostar nessa idéia de juntar as duas coisas. Trouxe a proposta aqui para a academia, eles apoiaram e agora estamos com a aula há um mês”, conta o professor.

A aluna Adriana Pinto, que participou do jogo de tênis, aprovou a nova modalidade.
– “Jogar tênis neste console não envolve apertar botões, mas segurar o Wii e movê-lo como se fosse uma raquete. Pra quem faz musculação há anos, essa idéia é inovadora e faz uma reciclagem nos exercícios, revela.

Perda de calorias
O professor Márcio Galiazzi conta ainda que, com a prática freqüente do Wii, é possível perder até 1.800 calorias por semana.

– “Além de perder calorias, jogar Wii também trabalha reflexo, lateralidade, equilíbrio, agilidade e coordenação motora”, conta Márcio.

Ronald Perrini, que estava fazendo sua estréia na aula, gostou do resultado. Para ele, o game exige bastante do físico, mesmo para quem já treina.

– “É legal ter um acompanhamento e não esquecer do alongamento”, disse.

Apesar de ser indicado para homens e mulheres de qualquer idade, a atividade é mais procurada por pessoas de 20 a 30 anos.” (G1)

Vício

Apesar de todos os benefícios trazidos pelos jogos seja no aprendizado ou para se exercitar a mente e o corpo também podemos observar uma série de problemas causados pelo abuso dos jogos eletrônicos.

Atualmente vemos em variadas esferas distúrbios sociais ocorrerem, como o excesso de trabalho com os chamados workaholics, a busca pela diversão incessante pela geração mais jovem e a efemeridade presente nas relações sociais contemporâneas, com os jogos eletrônicos não poderia ser diferente.

Como reflexo social essa necessidade de fuga do cotidiano trazida não só pela internet mas também pelos jogos e as interações que eles proporcionam, acabam aparecendo indivíduos que passam a abrir mão de muitas coisas na sua vida pessoal para jogar.

Os viciados em jogos eletrônicos muitas vezes se vêem deixando de ter uma boa noite de sono ou até mesmo uma pausa para uma refeição calma e balanceada para poder dedicar sua atenção aos jogos eletrônicos, a redução do rendimento escolar também é relatado com frequência nesses casos devido ao desvio da atenção que as crianças costumam tirar da escola para os jogos eletrônicos e a diversão trazida por eles.

Em alguns casos mais graves temos indivíduos apresentando alterações comportamentais sérias variando de agressividade a perda do reconhecimento da realidade. Atualmente presenciamos o surgimento de uma série de casos de violência aparentemente causados pelos jogos eletrônicos que criaram duas correntes de argumentação controversas, os que defendem os jogos eletrônicos e os que o recriminam.

Embora os jogos possuam comprovada influência no método de ação durante o ato de violência desses indivíduos como é muitas vezes relatado, eles também geralmente se encontram inseridos em condições sociais que são discutivelmente sadias o que abre um extenso debate a respeito da questão da culpa dos jogos nesses atos violentos.

Essa questão além de exigir debate também exige um tratamento a partir do momento que começa a prejudicar a vida do indivíduo. O vício em jogos eletrônicos e tecnologia em geral é uma nova doença que surge meio a tantas outras como um mal contemporâneo trazido pela alteração das relações sociais.

Em matéria para o portal de notícias G1, pesquisas indicam que o vício em jogos eletrônicos se assimilam ao comportamento de dependentes químicos e são capazes de causar sintomas como angústia, ansiedade e gerar crises de abstinência que acabam exigindo um tratamento clínico e psicológico.

“Alguns jovens viciados em videogames chegam a roubar dinheiro dos pais para ir em uma lan house, igual ao que fazem alguns dependentes químicos para comprar drogas”, ressalta o psiquiatra da infância e adolescência Fábio Barbirato, chefe do Setor Infantil da Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia. O local vai começar a atender adolescentes viciados em games a partir de março.

A compulsão dos jovens por jogos eletrônicos é muito parecida com a compulsão por drogas ou álcool, ou com a compulsão dos adultos por pôquer ou apostas no jóquei, ou dos idosos por bingos”, compara Barbirato.” (G1)

Mais um caso emblemático dessa compulsão por jogos eletrônicos foi do chinês que morreu de exaustão após passar 3 dias jogando sem descanso pela internet. (Terra)

Como vemos, os jogos eletrônicos são capazes de trazer benefícios para saúde como também prejudicá-la, como um remédio que faz bem mas em excesso pode fazer mal. Por isso, os jogos eletrônicos continuarão em pauta de rodas de discussões por muitos anos ainda e provavelmente cada vez mais presentes nos momentos de diversão das próximas gerações de adultos e crianças.

Desenvolvedores

Os desenvolvedores de jogos eletrônicos poderão encontrar um mercado no futuro que irá exigir além de lucros uma atenção cada vez maior a influência causada pelo conteúdo de seus jogos.

Como podemos ver, inovações são sempre possíveis, se exercitar através das tecnologias era algo impensado para a geração de geeks dos anos 70 e 80, o que pode significar que os desenvolvedores de jogos eletrônicos ainda podem explorar de muitas maneiras esse mercado de uma forma mais consciente sem abrir mão de seus lucros.

Com a evolução constante das tecnologias e a mudança nas gerações desses jovens cada vez mais ligados à tecnologia, teremos uma modificação constante nesses usos para os jogos eletrônicos representando que os jogos eletrônicos irão se modificar mas vieram para ficar, possuindo um extenso mercado e um grande amadurecimento pela frente.

 

5 thoughts on “Jogos eletrônicos: Benefícios e Malefícios

  1. Pingback: Tweets that mention Jogos eletrônicos: Benefícios e Malefícios | Crítica Privada -- Topsy.com

  2. Jogo videogames desde meus 4 anos e até hoje em nada me prejudicou.
    Eu seguia o manual de instruções que veio no meu primeiro videogame, um Mega Drive 2, que dizia que “ao jogar por algumas horas, você deve parar e procurar praticar exercícios físicos” e que “deve-se manter uma distância da televisão para não afetar os olhos”, algo assim.

    E hoje eu estou aqui, vivo. Ao contrário do que disseram(e dizem) aqueles idiotas sem infância, não, os videogames não me influenciaram ao ponto de pegar um carro e atropelar pessoas na rua, ou entrar num cinema atirando em geral, ou pulando em bichinhos-robôs pra ganhar pontos.

    Todas as lembranças que eu trago de jogos que eu joguei são boas, assim também as influências que eu tive com eles.

    • Também joguei videogames desde cedo, e apesar de não ter me afetado também, acho que tudo em excesso faz mal (as bolhas nos dedos de horas jogando que o diga!). Essa reportagem foi pra pesar os pros e contras e tentar desmistificar um pouco a ideia de que os jogos influenciam tão negativamente as pessoas. Acho que muito pelo contrário, dá para desenvolver habilidades úteis para o cotidiano que temos hoje em dia, tão digitalizado. Abraço

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